domingo



Se eu fosse harpa entoaria hoje, um cântico tártaro para realçar a destruição de todas as minhas crenças.
Mas não sou harpa… sou apenas gente, que sente, como toda a boa gente.

Gente sem forças… zangada, cansada de ilusionistas que despem e vestem expressões de afecto. Cansada de rostos sérios, que se dizem justos, sábios, sensatos, desconhecendo o poder das palavras que calçam.


Não sou assim! … Não sou e não me rendo a esta classe de gentinha decapitada de consciência.


Meu Deus! ... Estou sozinha no mundo!
(Estou sozinha no mundo!)

Sozinha, porque não sei viver dois mundos… duas vidas.
Sinto-me como se tivesse atravessado um furacão violento que não respeitou a minha sensibilidade e sem dó nem piedade me atirou ao chão para lamber todas as minhas possíveis culpas... Uma árvore inclinada sobre o abismo, quebrada, fraca pela fadiga e pela violência do embate de ter descoberto a impossibilidade do seu reerguer.

Tenho em mim a raiva acesa do fio de uma espada cravada no peito da indiferença.
Não luto… Já não luto!
Oiço o rio (ou será o mar?)
Um e outro anunciam a minha morte, enquanto visto o meu corpo de algas… e me faço deusa do rio de lágrimas que chorei no Olimpo da minha vida.
(imagem da net)

Um comentário:

vera lucia lopes alencar disse...

Passando para Parabeniza-la pelo tão singelo cantinho..onde me de parei com palavras que tocam e emocionam e falam ao ser sentimentos ocultos que muitos disfaz e não o trás presente...mas está lá no conciente no íntimo de uma alma...maravilhoso ler o que tú escreves-te amiga...muito tudo muito Bélicoooo...Ameiidooollleeeiii...Bjus mil para ti querida...continue á escrever pode ter certeza que muitos irá ler...já sou sua fã nº 1...eheheeheh bjussss.