(Foto de minha autoria )
É-me tão difícil dizer de forma inspiradora o que de mais sublime eu sinto.
É como se a palavra ou a forma de a escrever não acrescentasse nada de novo á simplicidade sóbria do meu sentir, nem beleza sincera à minha mentira quando quero acreditar que já nada de ti me resta quando és o tudo que me sobra para que o meu olhar não se feche de vez. Eu sei que as minhas palavras não precisam de ser esteticamente apetecíveis para que descubras nelas o amor que te tenho.
Nem sequer será por sonhar-te mais do que te sonho que irei amar-te mais do que te amo, porque sempre te vi lindo e brando adivinhando em ti todas as melodias pelas quais aspirei no meu dia-a-dia sem sentido.
Imaginei-te; senti-te, como se em mim sempre tivesses existido.
Deve ser a este sentimento que chamam de paraíso.
Também não me importa se não for porque vou continuar a sonhar-te.
Vou continuar a acreditar que ainda existo em ti, porque se eu sentir a mente narcotizada talvez eu consiga sobreviver aos dias frios do inverno que se avizinha… feliz com a miragem e a crença de que encontrarei dentro de ti o que é de longe, quando o dentro não é de parte alguma, porque a periferia acabou por se confundir com o centro do que somos.
Eu sempre acreditei que a única essência da vida é ser feliz.
Se não o é meu amor, então nada mais me importa a não ser a ilusão de ver nas coisas a tonalidade mais fremente que o coração pintou, na inocência de sonhos acolhidos.

4 comentários:
Eu achei que foste sublime a exprimir o que sentes. E gostei do tom intimista com que foste desenvolvendo a tua bela narrativa.
Beijos, querida amiga Ana.
Continuas brutal nas palavras mas continuo a sentir que precisas de mais para que a luz volte ás tuas palavras.
Desculpa a sinceridade mas acho que o tom intimista de que o Nilson fala tem a ver com tudo o que vai ai dentro de ti e isso vai mal querida e sei que mereces mais.Não deixes que morra tudo aquilo que sempre fostes.
Um abraço daqueles.
Luís
As tuas palavras têm uma quase candura, que põem a nu toda a tua sensibilidade.
Há diferentes maneiras de traduzir o âmago do nosso sentir. E uma delas encontra-se aqui neste teu texto, que se é diferente daquilo a que nos habituaste, não deixa de ser, no meu entender, intenso e belo.
Grata pela partilha.
Um beijo
Deve ser a este sentimento que chamam de paraíso.
palavras expressivas.
um abraço do tamanho do mundo minha Amiga!
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